15 de outubro de 2026

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Bolsonaro diz que não entrará com pedido de impeachment contra Moraes

MARIANNA HOLANDA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira (21) que não vai entrar com pedido de impeachment contra o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes.

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A declaração foi dada em entrevista ao SBT, por ocasião do debate que não ocorreu devido à ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Horas antes, sem mencioná-lo, o chefe do Executivo já havia criticado decisões do TSE ao chegar à emissora.

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“Já entrei no passado pedindo impeachment contra Alexandre de Moraes. Não prosperou por decisão do presidente do Senado. O perfil do atual Senado foi mais pra centro-direita, [de] mais independência. Eu não pretendo entrar com pedido de impeachment contra o seu Alexandre de Moraes”, disse.

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Bolsonaro não respondeu, contudo, se apoiará ou não eventuais pedidos de cassação que possam ser feitos por parlamentares de sua base, como havia sido perguntado.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o vice-presidente e senador eleito, Hamilton Mourão, disse que defenderia o impeachment do ministro do STF.

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“Qualquer um do povo pode fazê-lo. Isso compete então, qualquer processo de cassação impeachment compete exclusivamente ao Senado Federal”, completou Bolsonaro.

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O presidente disse ainda, durante a entrevista, que não pretende aumentar o número de ministros do STF. Ele chegou a sinalizar com essa possibilidade durante o segundo turno, ao dizer que havia recebido uma proposta dessa.

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Mas diante da repercussão negativa, passou a rechaçar a ideia.
O chefe do Executivo foi ainda questionado na sabatina a respeito das emendas de relator, chamado orçamento secreto.

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“Isso aí é questão que, por vezes, você é obrigado a se curvar ao Legislativo. Mas a decisão final não é minha”, afirmou.

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Bolsonaro vetou a previsão das emendas em 2020 e 2021, mas terminou fazendo acordo com parlamentares. Depois, nas previsões orçamentárias de 2022 e 2023, o pagamento dos recursos não encontrou barreiras no Executivo.

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Para o próximo ano, estão previstos mais de R$ 19 bilhões para o orçamento secreto.