(FOLHAPRESS) – A redução do volume dos cabelos pode ter causas variadas, como má alimentação, uso de produtos químicos, medicamentos, infecções e tração dos fios, além de condições hormonais e hereditárias. Tratamentos estéticos e medicamentosos ajudam na recuperação, mas devem ser feitos de acordo com o diagnóstico de cada paciente.
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A alopecia andronegética, conhecida como calvície, que causa a atrofia dos folículos capilares e acelera a perda dos cabelos, é a condição mais comum quando o assunto é que de cabelo. Ela afeta homens com maior frequência, embora mulheres também possam desenvolver o quadro.
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MMP CAPILAR
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Trata-se de um microagulhamento capilar com um “roller” ou máquinas.
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“Esses equipamentos fazem pequenas perfurações do couro cabeludo com pequeno volume de sangramento e por meio dessas aberturas se depositam mesclas de substâncias que vão auxiliar o cabelo a crescer. Dentro dessa mescla pode ter inclusive os medicamentos finasterida e minoxidil”, diz a médica Juliana Almeida, dermatologista pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com clínica em Campinas.
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Em média, é feita uma sessão por mês. Os valores variam de R$ 600 a R$ 1.000 por atendimento.
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Caso o paciente tenha intolerância a dor e alopécias cicatriciais, que são causadas por infecções virais e tração repetida no couro cabeludo, há contraindição.
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MESOTERAPIA CAPILAR
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Assim como o microagulhamento, a mesoterapia também é realizada diretamente no couro cabeludo.
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“São injeções no couro cabeludo com substâncias que podem potencializar o crescimento do cabelo, como finasterida, minoxidil, e d-pantenol”, explica a Almeida.
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O preço varia de R$ 300 a R$ 1.000 dependendo da combinação de substâncias e do profissional que executa. A única contraindicação, segundo a médica, é a intolerância a dor do paciente.
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MINOXIDIL ORAL
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O medicamento era originalmente usado para o tratamento da hipertensão e como efeito colateral apresentava aumento dos pelos em todas as regiões.
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“Desde a década de 80 [o minoxidil] passou a ser prescrito de forma tópica contra a calvície, ou seja, um líquido para passar diretamente no couro cabeludo”, aponta a dermatologista.
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O minoxidil pode ser encontrado apenas em farmácias de manipulação, somente com receita médica e em estabelecimentos autorizados. A dose varia de 0,25 a 10 mg. O tratamento para um mês custa entre R$ 50 e R$ 100, dependendo do local e da dosagem.
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“É contraindicado para pacientes com pressão baixa ou outros problemas cardíacos. Ele gera aumento dos pelos em todas as regiões do corpo, pode causar tontura, queda de pressão repentina, e inchaço nas pernas”, alerta Almeida.
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A médica dermatologista Fabiane Brenner, coordenadora do departamento de cabelos da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), diz que o medicamento passou a ser prescrito de forma oral de há cinco anos quando começaram a surgir novos estudos.
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“Passamos a usar por conta de novos estudos que falam dos benefícios do uso de menor dose. Ele é o produto que mais tem estudo científico sobre queda de cabelo. Mas o uso oral começou a se popularizar a partir de estudos independentes no exterior e no Brasil”, aponta Brenner.
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“Mas é preciso cuidado e acompanhamento médico. Não pode ser prescrito ou utilizado de forma indiscriminada por conta dos efeitos colaterais”, alerta a representante da SBD.
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FINASTERIDA
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Assim como o minoxidil, a finasterida também é um medicamento utilizado para o tratamento da calvície. Os pacientes costumam tomar doses de 1 mg por dia.
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“Ele age inibindo a enzima 5 alfa redutase, que faz a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona, que causa o afinamento dos fios de cabelo e a calvície”, diz a médica Juliana Almeida.
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Uma caixa com 30 comprimidos custa entre R$ 15 e R$ 20. Entre os possíveis efeitos colaterais no homem estão a diminuição da libido e impotência.
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“Ele também causa a diminuição da velocidade do espermatozoide, então não é recomendando para homens que estão tentando ter filhos. Já nas mulheres a contraindicação é casos de câncer de mama na família ou na paciente”, afirma a dermatologista Juliana Almeida.
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LED OU LASER DE BAIXA INTENSIDADE
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São dispositivos em forma de tiara, escova ou capacete que atuam diretamente no couro cabeludo.
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“São aparelhos que podem ser usados em casa ou nas clínicas. Eles têm ação anti-inflamatória e vasodilatadora para estimular o crescimento dos fios. Geralmente são utilizados antes dos tratamentos de MMP e mesoterapia capilar”, aponta Almeida.
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Os valores variam, mas geralmente estão incluídos no tratamento de mesoterapia e microagulhamento.
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TRANSPLANTE CAPILAR
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O transplante capilar é uma técnica invasiva e cara, geralmente utilizada como último recurso quando todas as outras alternativas não geram o resultado esperado.
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João Gabriel Nunes, médico formado pela Universidad Del Valle, na Bolívia, especializado em tricologia e transplante capilar no Instituto e Hospital da Pele em São Paulo, afirma que essa deve ser a última opção.
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“A gente precisa de uma área doadora que ainda tenha bastante cabelo, como a nuca e as laterais acima das orelhas, e fazemos a redistribuição dos folículos, um por um. É demorado e trabalhoso”, afirma.
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O valor do tratamento varia entre cerca de R$ 17 mil a R$ 30 mil.
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As contraindicações são para pacientes que tiveram infarto recente, arritmia grave ou outras complicações do tipo.

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