GUAYAQUIL, EQUADOR (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Luiz Felipe Scolari concedeu a entrevista coletiva oficial da final da Copa Libertadores, no fim da tarde desta sexta-feira (28), no estádio Monumental, em Guayaquil (Equador), palco da decisão entre Athletico-PR e Flamengo. Num tom saudosista, o treinador falou novamente sobre a possibilidade de encerrar a carreira ao término da temporada.
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“A emoção de estar presente numa final é uma emoção de alguém que já vivenciou diversos campeonatos, situações das mais diversas possíveis. Essa é mais uma decisão que nos dá uma possibilidade de pensar no quanto foi maravilhoso esse trabalho de quando começamos, não apenas no Athletico, mas também quando comecei como jogador. É o término, praticamente, de uma carreira muito feliz da minha parte”, disse Felipão, complementando:
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“Fico feliz, neste momento, de decidir uma Copa Libertadores. Vim de uma equipe pequena, o Aimoré, e hoje estou no Athletico nesta posição”.
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No entanto o treinador -que estava ao lado do capitão Thiago Heleno- deu a entender que pode repensar a aposentadoria a depender do que acontecer neste sábado em Guayaquil, embora não queira continuar por muito mais tempo.
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“Não, anos mais, não. Pode ter certeza que não. Vou conversar com minha família, naturalmente. Se nós conseguirmos a vitória amanhã, terei que conversar com uma pessoa, que é o Mário Celso Petraglia [presidente do Athletico], e saber o que ele quer. Vim para cá com duas situações, e uma delas pode ser resolvida amanhã. Claro que eu tenho que conversar com a minha família. Nesses anos eu já dirigi sete países diferentes, em todos estiveram comigo meus familiares, eu convivo com eles há muitos anos”, disse.
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Multicampeão, inclusive de um Mundial com a seleção brasileira, Felipão rechaçou o favoritismo que tem sido dado ao Flamengo pela grande maioria das pessoas.
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“Favoritismo? É 50% por 50%. São dois finalistas. Quem jogar melhor, pode vencer. Não ache que a equipe que chega na final é tão ruim quanto a melhor de todas. Quem está aqui é porque tem condições”, ressaltou.
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Questionado se havia descoberto uma fórmula para produzir um modo de vencer o Flamengo nesta decisão, Felipão fez uma analogia:
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“Se eu estivesse em Gramado, no Rio Grande do Sul, eu diria que fabriquei chocolate, mas como estou aqui em Guayaquil, não sei o que eles fabricam aqui. Estamos nos adaptando ao estilo de jogo do Flamengo para tentar produzir alguma coisa. Tomara que amanhã a gente consiga os gols necessários para a vitória”.
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Athletico-PR e Flamengo se enfrentam neste sábado (29), às 17h (horário de Brasília), no estádio Monumental, em Guayaquil (EQU), pela grande final da Copa Libertadores.

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