(FOLHAPRESS) – O uso eleitoral do tiroteio ocorrido em visita de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a Paraisópolis, zona sul de São Paulo, dividiu a campanha de Jair Bolsonaro (PL). Assessores políticos queriam levar o episódio imediatamente à TV, associando-o a um suposto elo PT-PCC.
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Outras vozes argumentaram que tal ilação seria barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Optou-se então por uma alternativa mais suave, dizendo que o incidente foi decorrência da postura de Bolsonaro de combate ao crime, diferente de uma suposta leniência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O tiroteio interrompeu um compromisso da campanha na manhã desta segunda-feira (17).
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Tarcísio e a sua equipe visitavam um projeto social que inaugurou um polo universitário. Não houve feridos entre os integrantes da comitiva.
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O episódio repercutiu entre bolsonaristas, que repudiaram o suposto atentado e relacionaram a esquerda ao tráfico.
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Durante a tarde, porém, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos, afirmou que era prematuro afirmar que houve um atentado e que a investigação segue andamento.
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Ele disse ainda que as câmeras nos uniformes dos policiais, medida que Tarcísio critica, serão usadas na investigação.
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Já no fim da tarde, Tarcísio disse não acreditar que tenha sido alvo de um atentado, descartou ligação com a política e afirmou que pode ter havido uma intimidação do crime.

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